A política nasceu da necessidade de organização do homem que vive em sociedade. As ações que viabilizam o equilíbrio dos vários setores nas camadas sociais, com o intuito de proporcionar o bem-estar coletivo são as chamadas políticas públicas. Essa ações são desenvolvidas e orientadas por princípios da ação do poder público e representam as relações entre poder público e sociedade. Elas podem tanto promover a melhoria da qualidade de vida da população quanto aumentar a concentração da renda nos setores de maior império principalmente econômico, assim beneficiando a poucos.
No Brasil, famoso por sua remota e eterna história de desigualdades sociais as Políticas Públicas demoraram para merecerem destaque por parte dos governantes. Na "Era Vargas" por exemplo surgiram as primeiras políticas públicas voltadas para o social, mas foi a política econômica que ganhou relevância para promover o fortalecimento, investimento e crescimento industrial.
A industrialização tornou o Brasil um país de considerável crescimento econômico em muitas épocas, contudo também o tornou o maior em desigualdade social. A aplicação das políticas públicas até hoje não têm sido suficiente para amenizar essa situação. Infelizmente no Brasil a falta de uma cultura que mova de fato a sociedade em prol daquilo que almeja e necessita dificulta muito a aplicação correta das políticas públicas.
Apesar de muitos estudiosos afirmarem que num país capitalista as políticas públicas são totalmente aliadas ao mercantilismo ainda acredita-se que o movimento social pode mudar muita coisa. Sem participação e controle social não existe cidadania completa. Sem dúvida por deficiência desse processo a sociedade brasileira é taxada de passiva, muitas vezes não questionando as decisões impostas.
Necessário se faz que a busca por justiça social, por políticas públicas suficientes, por um sistema econômico equilibrado seja cada dia impulsionada pelos próprios atores sociais que tem sim o poder de transformar este país, fazendo com que a desigualdade social tão insistente torne-se cada vez menos nociva, e o país que se diz democrático o possa ser de fato como a Constituição de 1988 nos fez sonhar.
Cineide L. de Sousa.
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